sábado, 3 de abril de 2010

Tempos bons

Sábado de chuva no sul de Minas. Um sábado nebuloso em cima da Serra da Mantiqueira.Passam navios fantasmas de nuvens empurrando as folhas da mata, no meu quintal. O vento quase dobra os eucaliptos e por fim, derruba alguns pelas raízes, com a ajuda dos cupins... Um frio, aproximando das temperaturas frias que faz os morangos serem mais vermelhos. É um belo dia! Meu marido tem vontade de tacar o sapato em mim quando digo isso... Mas, é verdade! É um belo dia. Para ouvir uma música um pouco mais animada e para fazer faxina. Para cozinhar e tomar um vinho abraçada, perto do fogo! É uma forma diferente de ver essas coisas. O ser humano está sempre insatisfeito. Quando chove, é ruim. Quando faz calor, é muito quente! Quando é frio, Deus me livre! E aqui é muito frio! Mas é gostoso assim mesmo! Gosto especialmente dos dias nublados. Aqui é um caminho natural para as nuvens porque é o topo da serra. Elas naturalmente passam por nós e engolem, empurram, mostram o que é curvar-se. Quando saio de manhã, vejo andorinhas brincando nos espaços em que as nuvens se abrem. Aproveitam o espaço para ficar como um aeroplano com um coração pulsante. É muito lindo! Os pássaros se divertem, vestidos de pena e pegando carona no vento que faz o capim se curvar. As plantações de milho estão douradas. As espigas endureceram, os campos estão sendo revolvidos. O gado olha para a estrada curioso! O vento daqui tem algo de alcoolico: minha cabeça se eleva como se eu tivesse entornado umas duas doses de algo forte, uns quarenta graus de álcool em meu corpo. Sorrio sem sentir os dentes. as folhas dos eucaliptos dançam felizes e embriagadas. Felipe sorri da minha ideia. Essa mãe é doida mesmo! Mas o dia está aí, novo, vibrante e cheio de vento alucinógeno!

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